terça-feira, 27 de junho de 2023

A BÍBLIA E O USO DA BEBIDA ALCOÓLICA

          Até alguns anos atrás havia consenso quase total entre os evangélicos brasileiros de que não deveriam fazer uso de bebida alcoólica. O ensinamento geral dos textos bíblicos e o fato do álcool ser tóxico eram motivos suficientes. Entretanto, hoje existem evangélicos (até pastores) que defendem o consumo da bebida alcoólica. Para isto procuram respaldo em alguns textos bíblicos.

Entre os povos antigos, já era conhecido o caráter prejudicial da bebida alcoólica. Textos antigos relatam, e são confirmados por descobertas arqueológicas, que os gregos evitavam fazer uso de bebida alcoólica. Bebiam o vinho diluído em quatro partes de água para evitar seus efeitos indesejáveis. Só bebiam vinho alcoólico puro quando queriam embriagar-se 1. A mesma prática de diluir o vinho fermentado em água era comum entre os judeus: “O Talmude (uma obra judaica que trata das tradições do judaísmo entre 200 a.C. e 200 d.C.) fala, em vários trechos, da mistura de água com vinho (e.g., Shabbath 77a; Pesahim 1086). Certos rabinos insistiam que, se o vinho fermentado não fosse misturado com três partes de água, não podia ser abençoado e contaminaria quem o bebesse. Outros rabinos exigiam dez partes de água no vinho fermentado para poder ser consumido”2 . Certamente, isto era resultado do ensino da Palavra de Deus.

Na Bíblia, a palavra vinho aparece referindo-se tanto ao suco de uva como ao vinho com teor alcoólico. O contexto em que a palavra é empregada é que nos esclarece a qual dos dois se refere. A expressão bebida forte refere-se sempre à bebida alcoólica. Também há textos bíblicos que mencionam vinho novo referindo-se ao suco de uva, e vinho velho referindo-se ao que já passou pelo processo de fermentação e possui teor alcoólico. O Senhor Jesus comparou sua mensagem e domínio ao vinho novo, sem álcool, e ao censurar os fariseus por se apegarem a tradições corrompidas, comparou-os àqueles que preferem o vinho velho mesmo depois de provarem o vinho novo (Lucas 5:30-39). Está implícita, embora secundária neste texto, a reprovação de Jesus ao uso do vinho velho (caso contrário, não teria usado esta comparação). E trata-se também de um forte indício de que, à época de Jesus, os judeus preferiam o vinho novo.

Alguns textos isolados podem causar a impressão de que o uso da bebida alcoólica é recomendado aos crentes. Mas a Bíblia, como um todo, condena o uso da bebida. Obviamente, devemos aceitar o ensino geral da Bíblia. Caso contrário, as conclusões serão incoerentes com o contexto maior. Sobre isto, o pastor Delcyr de Souza Lima afirmou: “Nossas decisões para formarmos um modelo de vida não podem ser tomadas com base em textos obscuros ou de aplicação em casos de exceção. Nossas decisões devem ser tomadas baseadas no que é claro e objetivo. Vivemos pelo que entendemos, e não pelo que não entendemos.”. Examinemos os textos:


1. TEXTOS CLARAMENTE CONTRÁRIOS

  • Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso pelas vossas gerações, E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por meio de Moisés. Levítico 10:9-11

Explicação: Trata-se de uma ordem para os sacerdotes, que deveriam apresentar ao povo o ideal de uma vida de santidade a serviço de Deus. O uso da bebida forte é apresentado como algo impuro e profano.


  • abster-se-á de vinho e de bebida forte; não beberá, vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem bebida alguma feita de uvas, nem comerá uvas frescas nem secas. Números 6:3

Explicação: Esta ordem é dada aos nazireus, isto é, os primogênitos, que eram consagrados a Deus desde o seu nascimento, ou pessoas que espontaneamente faziam o voto de se consagrarem a Deus.

Note-se que todo risco de ingestão de álcool deveria ser evitado, pois com o passar do tempo o vinho novo fermentaria ao envelhecer e produziria teor alcoólico. O vinagre é resultado da última etapa da fermentação, quando o álcool é transformado em ácido acético. Entretanto, naquela época não dispunham de meios para saber quando todo o álcool já estava ausente.

Note-se também a preocupação radical de que o nazireu não ingerisse nada que lhe lembrasse o vinho, para que não pensasse em seu consumo.

Fica realmente evidente que, aquele que era consagrado a Deus deveria praticar uma recusa radical em relação à bebida alcoólica.


  • Agora pois, toma cuidado, e não bebas vinho nem bebida forte, e não comas coisa alguma impura; Juízes 13:4

  • porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás um filho. Agora pois, não bebas vinho nem bebida forte, e não comas coisa impura; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre de sua mãe até o dia da sua morte. Juízes 13:7

  • de nenhum produto da vinha comerá; não beberá vinho nem bebida forte, nem comerá coisa impura; tudo quanto lhe ordenei cumprirá. Juízes 13:14

Explicação: Esta ordem diz respeito a Sansão, pois o Espírito do Senhor estaria nele deste o ventre de sua mãe, para que ele fosse usado poderosamente como libertador de seu povo.


  • O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não e sábio. Provérbios 20:1

  • Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos?

Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.

Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.

No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.

Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades.

o serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.

E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.

Provérbios 23:29-35

  • Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte; Provérbios 31:4

Explicação: O Livro de provérbios é muito claro em suas advertências quanto aos perigos do uso da bebida alcoólica. Sua ordem é para nem se expor à tentação de consumir (“não olhes para o vinho”), numa atitude de total rejeição, pois seu uso se contrapõe totalmente à sabedoria. Assim, a tentativa de fazer uso moderado da bebida alcoólica, não é aprovada e opõe-se à sabedoria, pois o risco potencial da embriaguez e suas consequências sempre estão presentes. O autor de Eclesiastes colocou a sua tentativa de fazer uso moderado do álcool sem afastar-se da sabedoria na lista de coisas vazias e sem sentido (Eclesiastes 2:3-11).


  • Ai dos que são poderosos para beber vinho, e valentes para misturar bebida forte; Isaías 5:22

• Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte; erram na visão, e tropeçam no juizo. Isaías 28:7

Explicação: Entre outros pecados apontados por Deus, o povo de Judá consumia bebida alcoólica. Os que faziam isto julgavam-se fortes o suficiente para não se embriagarem. Mas eram atingidos por seus efeitos, perdiam seus freios, e deixavam-se corromper, inclusive sacerdotes e profetas.


  • porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe; Lucas 1:15

Explicação: João Batista, como homem cheio do Espírito Santo e completamente consagrado aos propósitos de Deus, não deveria consumir bebida forte.


  • Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece. Romanos 14:21

Explicação: O servo de Cristo deve renunciar a qualquer coisa que possa fazer seu irmão tropeçar na fé, seja a carne sacrificada aos ídolos ou o consumo de bebida alcoólica.


  • E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, Efésios 5:18

Explicação: O Novo Testamento ensina, com muita clareza, o que já é ensinado no Velho Testamento: O uso da bebida alcoólica é empecilho a sermos controlados e usados pelo Espírito Santo. Ao invés de deixar-nos levar por nossos desejos carnais, devemos ser completamente submissos ao Espírito Santo de Deus. Alguns crentes creem que a ênfase está em não embriagar-se, mas a realidade é que o consumo de bebida alcoólica é resultado de concupiscência, e sempre traz o risco potencial da embriaguez. Quem dá prioridade a ser controlado pelo Espírito Santo renuncia aos desejos carnais, inclusive o consumo da bebida alcoólica.


  • não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; 1 Timóteo 3:3

• Pois é necessário que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro de Deus, não soberbo, nem irascível, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; Tito 1:7

Explicação: O pastor não deve ser um apreciador de bebida alcoólica, pois ele deve apresentar em sua conduta o padrão de vida para todos os crentes, servindo de exemplo aos irmãos. Portanto, abster-se da bebida alcoólica é propósito para todos os crentes em Cristo.


2. TEXTOS APARENTEMENTE FAVORÁVEIS

  • Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito. Provérbios 31:6

Explicação: A ênfase considerando os demais versículos deste texto, é que o rei não deve consumir bebida alcoólica. Este versículo não invalida o texto, mas apresenta uma exceção para o seu consumo como lenitivo para os moribundos que sofrem dores e estão amargurados. Trata-se de exceção, e não de uma regra geral.


  • E aquele dinheiro darás por tudo o que desejares, por bois, por ovelhas, por vinho, por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; comerás ali perante o Senhor teu Deus, e te regozijarás, tu e a tua casa. Deuteronômio 14:26

Explicação: A alegria não vem do uso da bebida, mas de cumprir uma ordem de Deus quanto ao dízimo. O texto não está recomendando o uso da bebida, mas mencionando uma situação. O ensino central do texto é sobre o dízimo. Somente retrata a realidade que, em seus primórdios, o povo de Israel fazia uso da bebida, embora não fosse dos propósitos de Deus. A poligamia também não era plano de Deus, mas era praticada em Israel, e havia até preceitos na lei de Israel a respeito dela (Deuteronômio 21:15). A revelação progressiva de Deus foi trazendo luz sobre sua vontade para nós.


  • A oferta de libação do mesmo será a quarta parte de um him para um cordeiro; no lugar santo oferecerás a libação de bebida forte ao Senhor. Números 28:7

Explicação: O ato de derramar bebida alcoólica perante Deus como oferta não pode ser interpretada como uma aprovação de Deus para o seu consumo, pois ele o condena. Os sacerdotes eram proibidos de fazerem uso de bebida forte quando estavam servindo a Deus no templo, e a justificativa para isto é que tal abstinência servia para ensinar a diferença entre o santo e o profano, entre o imundo e o limpo. (Levítico 10:8-11). Ou seja, o sacerdote colocava diante de Deus algo que era impuro e profano, mas a que tinha renunciado para servir a Deus em santidade e consagração. Esta atitude representava “aroma agradável ao Senhor” tanto quanto o holocausto oferecido a Deus. No Novo Testamento há a ordem de apresentarmos nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Romanos 12:1).


  • Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus;

e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento.

E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho.

Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.

Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.

Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas.

Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.

Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram.

Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo

e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. João 2:1-10


Explicação: Certamente Jesus transformou a água em vinho novo, pois, judeus por esta época evitavam uso de bebida forte devido às instruções da Palavra de Deus (veja textos anteriores).


  • veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Lucas 7:34

Explicação: Jesus está repetindo o que diziam a respeito dele para denegri-lo. Por sua participação nos banquetes que lhe eram oferecidos, Jesus está sendo acusado de glutão e beberrão por seus adversários. Isto demonstra como o uso da bebida alcoólica era mal visto pelos judeus na época de Jesus (veja Provérbios 23:20). O vinho novo (suco de uva) é que era usualmente consumido às refeições.


  • Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades. 1 Timóteo 5:23

Explicação: Paulo está recomendando o uso do vinho misturado com água como medicação para as enfermidades de Timóteo. Na época havia pouco conhecimento de medicina e farmácia, e poucos produtos estavam disponíveis como remédios. Portanto, trata-se de uma exceção para aquela época, e não um ensino geral.


Conclusão:

  1. Embora israelitas fizessem uso da bebida alcoólica, fica claro examinando os textos bíblicos que o propósito de Deus não é este.

  1. Sacerdotes, profetas, e homens consagrados a Deus, deveriam abster-se do álcool. Quem quer servir a Deus deve fazer assim.

  1. Nos exemplos de Sansão e João Batista, vemos que o uso do álcool não é compatível com a atuação do Espírito Santo, verdade que é ratificada claramente no Novo Testamento (Efésios 5:19).

  1. A bebida alcoólica é traiçoeira e mortal como animais venenosos escondidos. Tal qual a vítima que corre perigo sem saber, aquele que tenta beber moderadamente corre o risco de entregar-se totalmente ao álcool. Muitas pessoas que iniciam bebendo moderadamente tornam-se vítimas do alcoolismo (Provérbios 23:32)

  1. Se há o risco de escandalizar um irmão devido ao uso da bebida alcoólica, melhor não beber.

  1. O Novo Testamento deixa claro que não devemos ser apreciadores de bebida alcoólica.


A Bíblia ensina que somos massa nova sem fermento velho, tal qual a páscoa. Devemos renunciar a qualquer coisa que nos atrapalhe de buscar a Deus e servi-lo. Se colocarmos nossos desejos, apetites e paixões carnais acima da Palavra de Deus, certamente isto não será possível. Se estivermos atentos e submissos à Palavra de Deus, poderemos celebrar a festa da nossa libertação em Cristo em sinceridade e verdade (I Coríntios 5:7-8).


Pr. Dalton S. Lima


1 Revista Aventuras na História. Editora Abril. Edição 68

Grande Enciclopédia Barsa. 3ª ed. São Paulo, Barsa Planeta Internacional, 2004. Volume 14 p. 393

2 http://www.midiagospel.com.br/estudos/doutrinarios/o-vinho-nos-tempos-do-novo-testamento-2.html

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

USE O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL

Uma das características do cristão maduro é a capacidade de discernimento, pois ele tem "a mente de Cristo". Ou seja, ele tem como referencial os valores de Cristo, e o desejo de agir segundo esses valores (I Coríntios 2:14-15).

O Senhor Jesus também assegurou-nos a presença do Espírito Santo para, entre outras coisas, nos ensinar e lembrar os ensinamentos de Jesus (João 17:26).  Portanto, o Espírito Santo nos dá a capacidade de entendermos a Palavra de Deus, onde estão registrados os ensinamentos de Jesus, e de lembrarmos dela aplicando-a ao nosso viver.

Assim, por meio da atuação do Espírito Santo e do estudo da Bíblia, o crente tem verdadeira capacidade de discernimento, enxergando além da mera aparência e compreendendo bem as implicações espirituais de cada escolha e de cada acontecimento.

Entretanto, há um grande obstáculo ao nosso pleno discernimento: o Diabo tenta confundir nossa mente com falsos ensinamentos, para que a Bíblia deixe de ser o nosso referencial. À época do apóstolo João já existiam falsos mestres infiltrados entre os cristãos ensinando a heresia de que Cristo era um espírito sem corpo. João ensinou aos crentes que aqueles estavam a serviço do Diabo (que ele chama de anticristo) e que, ao invés de dar-lhes ouvidos, deveriam colocá-los à prova. Obviamente, o ensino do apóstolo era o padrão, o referencial para discernir o que vem de Deus ou é de procedência maligna. João enfatizou que os padrões mundanos de pensamento não servem como referencial (I João 4:1-6).

Precisamos muito exercer essa capacidade de discernimento. Se Deus no-la deu, somos responsáveis em exercê-la. O ensino de João "não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus" continua valendo para nós hoje. Devemos pedir sabedoria a Deus e comparar tudo com a sua Palavra.

Não devemos "engolir" prontamente as informações e notícias. Devemos conferir as fontes e suas intenções à luz da Palavra de Deus. O mesmo devemos fazer em relação aos ensinamentos que circulam pelas mídias, que muitas vezes são até muito atraentes, mas que podem ser falsidades extremamente danosas. Apóstolo Paulo exortou a avaliar ou discernir mesmo a mensagem dos pregadores (I Coríntios 14:29). Portanto, tudo deve passar pelo crivo do Espírito Santo e da Palavra de Deus.

Não devemos ser conduzidos por homens, e muito menos por ensinamentos diabólicos e mal intencionados. Devemos ser conduzidos pelos ensinamentos de Jesus. Portanto, exercitemos nossa capacidade de discernimento dada por Ele. Assim teremos correta percepção dos fatos, e também faremos escolhas corretas, segundo a vontade dEle.

pr. Dalton de Souza Lima

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

CRENTES POLARIZADORES?

 Alguns crentes estão sendo acusados de polarizadores por defenderem princípios bíblicos. Muito mais do que uma ideologia, seguimos e praticamos a fé cristã conforme a Bíblia, que é a Palavra de Deus. E existem ideologias com princípios, valores e práticas que contrariam a fé cristã. Os adeptos dessas ideologias procuram estabelecê-las na sociedade por meio de partidos políticos. Vamos encontrar um meio de nos acomodarmos a essas ideologias para evitar desagradar às pessoas ou a esses partidos políticos? Vamos aceitar como correto o aborto, a legalização do uso de drogas, as perversões sexuais, o fim da família conforme o modelo bíblico, o fim das liberdades individuais (inclusive religiosa), a “ditadura do proletariado”, mentira, desonestidade, etc? Vamos fechar os olhos a tudo isso para não sermos chamados de “polarizadores”?

A Bíblia nos ensina a apresentarmos nossa fé com mansidão (I Pedro 3:15). Mas deixa claro que, mesmo assim, podemos ser mal vistos e hostilizados (Mateus 5:11-12, Lucas 21:17). Jesus também afirmou que não existe um meio termo conciliatório para a fé cristã (Lucas 11:23, Mateus 7:13-15). Ela não pode nem deve ser adaptada às conveniências humanas. Portanto, não devemos ser contenciosos, mas também não podemos fugir à nossa responsabilidade de anunciar o Evangelho com fidelidade e ensinar e defender os valores cristãos. Mesmo que isto implique em confrontações ideológicas. A própria palavra ideologia vem de ideia. Portanto, refiro-me a confrontação no campo das ideias, e não pessoais ou mesmo físicas, de nossa parte.

Um regime democrático implica, entre outros, no direito de expressar ideias. Portanto, um grupo expressar ideias contrárias ao de outro, não é polarização, mas um dos aspectos da democracia. A popularização do termo “polarizador” para pejorar quem discorda de suas ideias partiu justamente dos adeptos de ideologias anticristãs, com o objetivo de diminuir e calar seus opositores. Portanto, temos todo o direito ético e legal de defendermos os princípios cristãos sem sermos taxados de polarizadores. E se isto acontecer, não nos intimidemos.

O que estamos fazendo não deve ser confundido com ativismo ideológico ou político, mesmo que implique na rejeição de ideologias e partidos com princípios e agenda anticristãos. O que fazemos é o ensino e defesa dos princípios e valores cristãos. É apologia da fé cristã. E se as ideologias e poderes terrenos tentarem nos intimidar, seja nos rotulando ou pelo uso da força, nossa resposta deve ser; “não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (Atos 4:20).


Dalton de Souza Lima

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

COMPETINDO COM AS GIGANTES

Algumas igrejas têm apresentado um crescimento muito grande e rápido, e em seguida passam a estabelecer uma rede de igrejas filiais. Muitos líderes de outras igrejas ficam fascinados e querem reproduzir o mesmo fenômeno em suas igrejas. Mas é como competir com gigantes. Essas igrejas já estão estabelecidas e atraindo o mesmo público que os outros líderes desejam atrair. Apesar disso, eles procuram então aprender e seguir o modelo de crescimento dessas igrejas. Na realidade, para alcançar tal crescimento, não importa muito o modelo eclesiástico ou método evangelístico, mas sim estratégias empresariais e de marketing religioso. Se quer competir e igualar-se às igrejas gigantes, eis alguns princípios e estratégias:

1. Sua igreja deve crescer atraindo membros de outras igrejas. É mais rápido que dedicar-se à evangelização.
2. Concentre-se em descobrir as insatisfações e desejos dos membros das outras igrejas. Procure oferecer as "soluções" em sua igreja.
3. A divulgação da sua igreja é muito importante. Sua imagem precisa ter algum diferencial que atraia. O marketing precisa ser muito bem feito. Se possível, contrate uma agência de publicidade. Faça propaganda da igreja pela Internet, mas o melhor mesmo é um programa na TV. A inauguração deve contar com cantores famosos e contar com divulgação maciça, se possível em outdoors.
4. Comece grande. Os crentes imaturos, que são os que mudam de igreja mais facilmente, são atraídos por coisas grandiosas. Providencie um local grande, com estacionamento fácil, e contrate um arquiteto para fazer uma bela fachada.
5. Ofereça cultos bem lúdicos, divertidos, e emocionantes para atrair as pessoas. Faça verdadeiros shows: muitas cores e luzes, som alto, com música emocionante. Contrate músicos, iluminadores e operadores de som profissionais. Cultive uma atmosfera "espiritual" em seus cultos com orações emocionadas e testemunhos emocionantes. Daqueles testemunhos em que Deus não está no centro nem é glorificado, mas o depoente sofreu muito ou fez algo extraordinário. Melhor ainda se o testemunho destacar como sua igreja foi decisiva para sua vida melhorar.
6. A pregação também deve ser divertida. O pregador deve aparentar espiritualidade e humildade piegas, e ser carismático. Deve apresentar ideias interessantes, surpreender com piadas inteligentes e engraçadas, e, sobretudo, saber emocionar as pessoas. Deve enfatizar somente o amor de Deus, mas sem falar da sua justiça e da necessidade de arrependimento. Explicar a Bíblia com fidelidade não é importante. O importante é entreter e cativar as pessoas manipulando suas emoções.
7. Fidelidade doutrinária deve ser deixada de lado. Isso atrapalha o processo de atrair novos membros. Sua igreja deve acolher e tolerar todo tipo de doutrina.
8. Não pense duas vezes para batizar quem quer que seja. Mesmo que a pessoa não apresente convicção de sua conversão ou frutos que a comprovem, batize assim mesmo. Esqueça essa estória de colocar a pessoa na Escola Bíblica para aprender sobre Jesus e salvação. Aliás, esqueça esse negócio de Escola Bíblica Dominical.
9. Consiga ou invente alguma “estratégia discipuladora” divertida e superficial, que ofereça espaço para os que gostam de ensinar ou exercer liderança sem o devido preparo e maturidade, e também para os que querem aparecer. Tais estratégias são úteis para o marketing da igreja.
10. Ofereça funções que tragam destaque e satisfação para as pessoas que você mais precisa para dar dinheiro a igreja. Mas cuidado: devem ser funções que não exijam compromisso. Imaturos não querem se comprometer, mas satisfazerem-se. O que for realmente importante, pague especialistas para fazerem.
11. Estimule os membros de sua igreja a convidarem os membros de suas igrejas de origem.
12. Dê um jeito de conseguir muito dinheiro para começar, pois tudo isso custa muito caro. Faça uma lista de crentes endinheirados de outras igrejas e vá atrás deles, pegue empréstimo em algum banco, venda seu carro e sua casa, peça dinheiro emprestado a algum parente rico, ou tudo isso junto. Depois de iniciada a igreja, identifique os membros mais abastados e faça tudo para mantê-los na igreja e atrair outros membros abastados.
13. O nome “batista” ainda tem muita credibilidade. Use-o enquanto for útil e necessário. Depois que sua igreja for grande e famosa, mude para outro que identifique melhor sua igreja. Tipo: Igreja do Município, ou Igreja do Riachinho.
14. Não descanse. Continue sempre praticando essas coisas. Dos membros que atrairá, poucos permanecerão, pois estão em busca de novidade. Quando surgir alguma outra igreja com outras novidades, irão para lá. Não se iluda: a concorrência é grande e constante. Trabalhe sempre com o que aprendeu aqui, e poderá ter sua igreja constantemente cheia, mas sempre com um “público” novo.

Faça tudo isso, e talvez você consiga criar uma "grande igreja" relativamente em pouco tempo. Será "pastor" de uma igreja "gigante". Mas mesmo que consiga, será sacrificando os ensinos da Palavra de Deus. Portanto, terá formado algo que pouco ou nada terá de verdadeira igreja. Por isso lhe darei os meus pêsames, e não os parabéns.

Relembre ou aprenda algumas coisas muito importantes na Palavra de Deus:
1. Jesus nunca fez questão de multidões de seguidores, mas de discípulos comprometidos (João 6:66-67, Marcos 8:34-35).
2. Jesus deixou claro que a maioria das pessoas prefere as facilidades e atrações do mundo, e a minoria decide por segui-lo com fidelidade (Mateus 7:13-14).
3. A única igreja gigante citada na Bíblia é a de Jerusalém, que logo Deus permitiu uma perseguição que a dispersou, e levou seus membros a fundar novas igrejas por onde passavam (Atos 2:38-47, 8:1-4).
4. Jesus nos deixou a ordem para sermos suas testemunhas e pregarmos o Evangelho a todas as pessoas, ensinando-as para que se tornem discípulos compromissados com Ele. A essas devemos batizar, agregando-as às igrejas. Assim que as igrejas devem crescer, e não por outros meios (Marcos 16:15, Mateus 28:19-20, Atos 1:8, 2:41).

Portanto, meu querido, não se deixe levar pela ilusão de formar uma grande igreja. Trabalhe pela conversão e discipulado das vidas preciosas ao Senhor Jesus. Pastoreie seu rebanho com amor, seja ele pequeno ou grande. Dedique-se à oração e ao ensino da Palavra de Deus. E se sua igreja crescer, que seja realmente pela mão de Deus (I Coríntios 3:6), e não por competir com as gigantes. Deus o abençoe.

Dalton de Souza Lima

segunda-feira, 12 de abril de 2021

QUEM ESTÁ POR TRÁS DE TUDO?

Muitos especulam se essa pandemia é resultado de mutação natural de um vírus, se é obra de Deus, ou do Diabo (por meio das mãos de homens que desenvolvem armas biológicas). Alguns afirmam que Deus a enviou para que os homens se arrependam. Os que afirmam que foi o Diabo, alegam que o motivo é tentar enfraquecer a obra de Deus.

É necessário examinar o contexto da pandemia, não só considerando seu aspecto sanitário e suas consequências em outras áreas, como também os desdobramentos políticos e sociais causados por aqueles que a usam como pretexto para controle social, lucros indevidos, e tentativa de hegemonia ideológica. As conclusões desse exame devem, então, serem comparadas com a Bíblia.

No Brasil, por decisão do STF, o poder para decisões de medidas de combate à pandemia passou aos governadores e prefeitos (incluindo o poder de proibir cultos). Alguns deles estão respeitando nossa constituição e nossas leis, e tomando boas medidas para o combate à pandemia. Outros não. Houve casos de extrema arbitrariedade e até violências, inclusive contra a liberdade religiosa. Entende-se, evidentemente, a necessidade de medidas sanitárias para debelar a pandemia, mas não o desrespeito aos direitos constitucionais, como a liberdade de culto. Como consequência, as igrejas não se reuniram durante meses, e agora só podem fazê-lo com muitas restrições. O mesmo ocorre em outros países.

A obra do Reino de Deus está sendo prejudicada. O mundo precisa das igrejas reunidas manifestando a misericórdia e o juízo de Deus. Também o testemunho pessoal está seriamente diminuído pela quase impossibilidade de aproximar-se das pessoas. A obra missionária está sendo tolhida em todo o mundo. Para a obra de Deus o melhor é que essa pandemia termine e não sirva mais como “motivo" para impedir que as igrejas se reúnam.

Ao longo da história identificamos pensamentos hostis ao cristianismo. O iluminismo afirmou que a fé cristã não resiste ao crivo da razão. O pensamento iluminista influenciou as ideias seculares e antieclesiásticas da revolução francesa. Como a igreja católica legitimava a monarquia, os revolucionários fomentaram essas ideias. Como resultado de sua disseminação, a Europa é hoje profundamente secularizada e refratária ao cristianismo.

Identificamos as mesmas ideias hostis ao cristianismo na doutrina social do marxismo. No Manifesto Comunista, Marx e Engels declararam a religião cristã como um dos principais entraves ao progresso social. Antônio Gramisci (um dos fundadores do partido comunista italiano e criador do marxismo cultural) afirmou que a igreja (protestante ou católica) é uma das principais superestruturas que impedem a revolução socialista, e portanto, precisa ser anulada ou destruída.

Como consequência da influência da ideologia marxista, é muito comum hoje às ideologias, partidos e governos de esquerda a hostilidade e desejo de destruir o cristianismo e suas igrejas. Enquanto não conquistam o poder, perseguem o cristianismo nas salas de aula e meios de comunicação. Mas se têm oportunidade o fazem por meio do controle político e social. Poucos esquerdistas admitem essa oposição ao cristianismo, mas basta lermos os seus livros basilares que a encontraremos neles.

Um estudo da história dos países de regime esquerdista, ou uma visita a esses países confirmará a perseguição da esquerda ao cristianismo: na antiga União Soviética as religiões eram proibidas e perseguidas, especialmente o cristianismo. Na China, em 1948 os comunistas tomaram o poder. Muitos dos missionários que lá permaneceram foram mortos. Mao Tse Tung, nos anos sessenta, iniciou uma perseguição violenta aos cristãos. Xi Jimping, líder absoluto do governo comunista da China, voltou a perseguir todas as religiões, especialmente o cristianismo, e instaurou um verdadeiro culto à sua personalidade, que representa o partido comunista chinês. Inaugurou também um programa para a China alcançar hegemonia mundial dentro dos próximos 30 anos. Ocorre algo semelhante na Coreia do Norte, onde cristãos são torturados e mortos com requintes de crueldade, e o “Líder" é adorado quase como um deus.

Quanto a Cuba, tão festejada pela esquerda brasileira como exemplo de socialismo, seu governo faz muitas restrições ao cristianismo. Quando Fidel Castro tomou o poder, as Bíblias foram destruídas e proibidas, os cultos públicos proibidos ou controlados, e os templos foram confiscados. Em 1965 todos os pastores foram presos. Os templos só foram devolvidos, em ruínas, muitos anos mais tarde. (é proibido construir novos templos até hoje, e as novas igrejas reúnem-se nas maiores casas que conseguirem). Até hoje os cultos são monitorados por agentes do governo, pastores são proibidos de exercer uma profissão secular para seu sustento, e cultos na rua e distribuição de folhetos são proibidos. Somente em 2014 a Bíblia foi novamente permitida.

Observamos em nosso país uma influência do pensamento de esquerda na mídia, entre a “classe artística”, e em muitas salas de aula. O cristianismo é apresentado como algo ruim, repressor e irracional. Os “bonzinhos” são os que repetem como papagaios as ideias “politicamente corretas” da esquerda. Quem discorda é tachado de fascista por “inocentes” úteis que não sabem nem o que é isso. A situação espiritual de nosso país deteriora rapidamente, e como consequência, também a situação social, política, e econômica. E agora há uma pandemia que dura mais de um ano, e serve de pretexto para tantas coisas ruins, inclusive a suspensão ou restrição de cultos. Podemos perceber que aqueles que têm pensamento hostil ao cristianismo estão utilizando a pandemia com oportunismo. Tudo isso interessa a quem? O que diz a Bíblia?

Os que creem que esta pandemia foi provocada por Deus afirmam, baseando-se em Apocalipse 6:8, que essas epidemias antes do fim são sinais da ira de Deus sobre os que não se arrependem de seus pecados. Entretanto, examinando o contexto interno e histórico desse livro, o texto em questão adequa-se mais ao juízo de Deus sobre o Império Romano, que perseguia duramente os cristãos. Jesus ensinou que, antes da sua volta haverá calamidades em vários lugares, incluindo pestes, que é o mesmo que epidemias (Lucas 21:11). Ele não deu mais detalhes sobre isso. Esse ensino de Jesus nos é suficiente, pois seu objetivo é que estejamos alertas, firmes na fé e zelosos em servi-lo (Lucas 21:28-36).

A Bíblia ensina que Satanás está atuando veladamente para que o pecado prevaleça no mundo e venha o homem da Iniquidade. (II Tessalonicenses 2:1-12). Paulo se refere a este fato como o “mistério da iniquidade” que já naqueles dias estava atuando (v.7). Esse homem da iniquidade virá pouco antes da volta de Jesus, e terá poder para proibir todas as religiões e exigir adoração para si como se fosse Deus (v. 4). Portanto, perseguirá aos cristãos. Esse homem terá sucesso em conseguir a adesão da humanidade através de falsos prodígios, engendrados pelo próprio poder de Satanás.(v. 9). Conseguirá iludir os ímpios apresentando-lhes uma falsa e pecaminosa esperança (“engano da injustiça” v. 10). A adesão da humanidade às mentiras desse servo de Satanás servirá para julgamento dos homens daquela geração, no sentido de fazer com que se manifestem aqueles que têm prazer no pecado, e por isso rejeitam a verdade (v. 11-12). O domínio do “homem da iniquidade” será breve. Paulo nos afirma que logo em seguida Jesus voltará e o destruirá com toda a facilidade (v. 8)

Para que Satanás realize seus planos é necessário uma grande apostasia, para o “que agora o detém seja posto fora” (v. 3, 7, 8). Isso significa que grande parte da humanidade se voltará contra Deus, e o que detém a plena atuação de Satanás será retirado. Paulo não esclareceu o que é “um que agora o detém". Alguns estudiosos afirmam que trata-se da igreja. Certo é que a rejeição a Deus pela humanidade ensejará o surgimento do homem da iniquidade.

Muito mais importante que discutir se foi mesmo o Diabo quem criou essa pandemia, é perceber que é ele quem está por trás de tudo que hostiliza, se opõe e procura destruir a igreja e o Reino de Deus. Não temos evidências para afirmar que o Diabo providenciou esta pandemia. Mas fica claro que muitos de seus desdobramentos estão sendo utilizados por ele, como a restrição dos cultos, e outras circunstâncias da pandemia que estão embaraçando a pregação do Evangelho. Portanto, o que está acontecendo agora vai muito além de interesses ideológicos, políticos, ou financeiros. Trata-se de luta espiritual: o poderoso anjo que rebelou-se lutando para tomar o lugar de Deus. E ele procura envolver os seres humanos e destruí-los, usando mentira e astúcia (João 8:44, 10:10).

A vitória final pertence a Cristo, que voltará, destruirá os planos de Satanás, e reinará eternamente (II Tessalonicenses 2:8, Apocalipse 20:10). E seus fiéis participarão da sua glória (I Tessalonicenses 4:13-17, Romanos 8:13-18). Diante de tudo isso, a exortação de Deus é que permaneçamos fiéis a Cristo haja o que houver, sem nos deixar enganar ou desanimar (II Tessalonicenses 2:13-17).

Não estou opinando sobre política, mas alertando sobre uma luta espiritual, que se desenrola aqui neste mundo desde o início da humanidade, e que culminará com a volta triunfante de Jesus. Cada pessoa escolhe hoje de que lado estará: se do lado dos vitoriosos com Cristo, ou daqueles que preferem o pecado e rebeldia contra Deus e serão punidos por toda a eternidade. Crentes em Cristo precisam conferir as Escrituras e confirmar sua posição, e não se deixar influenciar pelas ideias engendradas por Satanás.

Quanto à pandemia e aos cuidados sanitários necessários, é obvio que não os negamos. Como cristãos, somos responsáveis pela saúde de nosso próprio corpo, e também pelo bem de nosso próximo. Entretanto, esses cuidados não devem servir aos propósitos daqueles que se opõe a Cristo. Igrejas devem cultuar a Deus, mas utilizando todas as medidas sanitárias que evitem a infecção das pessoas pelo vírus dessa pandemia. E os que se julgam mais suscetíveis ao contágio ou aos efeitos dessa doença, obviamente são livres para não participar. Mas não devem condenar aqueles que, conscientemente, escolhem cultuar a Deus com seus irmãos. Eles estão mantendo viva a igreja e fortalecendo o Reino de Deus. Por fim, dediquemo-nos intensamente à oração, pois, repito, trata-se de uma verdadeira batalha espiritual. Toda glória seja Dada ao único Deus por toda a eternidade.

Dalton de Souza Lima